Tudo que escrevo é pensando em você
Tudo o que faço é para você
Tudo o que eu quero é você
Tudo, direta ou indiretamente
Tudo o que eu amo é você
Tudo o que eu amo vem de você
Tudo o que eu quero, preciso é você
Você, que me abandonou em corpo
Você, que permanece em pensamento
Você, que tras seu cheiro no vento
Você, que atormenta minhas lembranças
Você, que através do mais doce beijo, se foi...
Você, que tem gosto de morango e chocolate
Você, que tem gosto de amor
O gosto mais doce
O amor do início de primavera
Que perdura verão, outono, inverno...
E vive, intenso...
Dentro de nós,
Mesmo que a distância exista
Ainda poemos ter um ao outro...
Uma voz de criança, animal bonitinho, apelidos carinhosos...
Tudo o que precisamos para reaver este amor é a lembrança,
A lembrança, que é o maior tesouro que nós temos...
Isso tudo, é reflexo de nós dois...
De quem te tem, amor!
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Sobre...
Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar extático da aurora.
.Vinícius de Moraes.
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar extático da aurora.
.Vinícius de Moraes.
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