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Sobre...
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar extático da aurora.
.Vinícius de Moraes.
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O enigma da matéria escura:
POR PATRIZIA CARAVEO E MARCO RONCADELLI
Para entender como e do que é feito o Universo, os astrônomos devem fazer cuidadosos recenseamentos dos objetos celestes procurando medir a sua distância e atribuir-lhes uma massa. Nessa tarefa são ajudados pela maravilhosa simplicidade das leis da física, que supomos serem aplicáveis a todo o Universo. As surpresas, por sorte, logo nos lembram que estamos muito longe de ter claras as idéias. Se pensarmos que o estudo do cosmo por meio da radioastronomia, óptica, raios X e gama possa nos fornecer um quadro completo do nosso Universo estaremos cometendo um erro grosseiro. Há décadas sabemos que a matéria luminosa - aquela que "vemos" porque emite radiação eletromagnética, ou seja, luz, ondas de rádio, raios X e gama - é apenas uma parcela insignificante de toda a matéria que exerce uma função gravitacional. Este é o famoso problema da "matéria escura", um dos desafios mais estimulantes da astrofísica atual.
Matéria escura é certamente um nome evocativo, uma vez que estamos falando de algo cuja natureza é desconhecida e de difícil detecção. Da mesma forma que os buracos negros, a matéria escura escapa às nossas observações diretas. Sabemos com certeza que existe somente porque vemos os seus efeitos sobre a matéria luminosa.
Assim, começamos por nos perguntar como é possível nos darmos conta da existência da matéria escura. A resposta não é unívoca, dado que são aplicadas metodologias diversas dependendo dos objetos a serem considerados.
A matéria escura é matéria que não emite luz e por isso não pode ser observada diretamente, mas cuja existência é inferida pela sua influência gravitacional na matéria luminosa, ou prevista por certas teorias. Por exemplo, os astrônomos acreditam que as regiões mais exteriores das galáxias, incluindo a Via Láctea, têm de possuir matéria escura devido às observações do movimento das estrelas. A Teoria Inflacionária do Universo prevê que o Universo tem uma densidade elevada, o que só pode ser verdade se existir matéria escura. Não se sabe ao certo o que constitui a matéria escura:
poderão ser partículas subatômicas,
buracos negros,
estrelas de muito baixa luminosidade,
ou mesmo uma combinação de vários destes ou outros objetos.
Rotação da Via Láctea é rápida demais para ser explicada sem a "energia escura"
Nasa
" Apesar dos esforços dos astrônomos, grande parte da matéria do Universo continua a escapar às suas observações. E não sabemos nem mesmo do que ela é feita."
Sabemos que apenas uma pequena fração da matéria do Universo é composta pelos elementos químicos de nossa experiência diária.
A maior parte consiste na assim chamada matéria escura, fundamentalmente exóticas partículas elementares que não interagem com a luz.
Durante os últimos anos, as observações convenceram os cosmólogos de que os elementos químicos da matéria escura constituíam, combinados, menos da metade do conteúdo do Universo. A maior parte é formada por uma onipresente "energia escura”, dotada de uma estranha e notável característica: sua gravidade não atrai, mas repele. Enquanto a gravidade atrai a matéria convencional, repele a energia escura para uma nevoa quase uniforme que portaria o espaço.
(Revista SCIENTIFIC AMERICAN - Brasil - Ediçao Especial - N° 1, página 45.)
Não há o vácuo. O que te parece vazio está ocupado por matéria que te escapa aos sentidos e aos instrumentos.
Desde a década de 1930, fala-se de matéria escura no universo. Em aglomerados de galáxias e halos de galáxias, deve haver cerca de dez vezes mais matéria do que aquela visível na forma de estrelas e gás. Uma complicação é que essa matéria escura não pode ser predominantemente bariônica, a matéria ordinária dos nossos corpos e das estrelas. Os nêutrons e prótons, que compõem os núcleos atômicos, são bárions. Desde a década de 1930, fala-se de matéria escura no universo. Em aglomerados de galáxias e halos de galáxias, deve haver cerca de dez vezes mais matéria do que aquela visível na forma de estrelas e gás. Uma complicação é que essa matéria escura não pode ser predominantemente bariônica, a matéria ordinária dos nossos corpos e das estrelas. Os nêutrons e prótons, que compõem os núcleos atômicos, são bárions. Mas os estudos da formação de núcleos após o Big Bang fixam o total de matéria bariônica em menos de 5% de densidade crítica, que é a densidade de energia necessária para que o universo tenha uma geometria plana.
MATÉRIA ESCURA
Ninguém consegue vê-la, senti-la, ou mesmo saber o que é. Mas sem a misteriosa substância chamada matéria escura, as galáxias se fragmentariam. Uma simulação feita em computador por John Dubinski, um astrofísico da Universidade de Toronto, representa a matéria escura como uma enorme rede de filamentos espalhada pelo espaço, mostrada em branco acima. Segundo os cálculos de Dubinski e outros astrofísicos, o universo visível – estrelas e galáxias – é uma mera farpa do que há lá fora. A matéria escura é uma partícula grande sem carga elétrica; sua única marca é sua força gravitacional. Os especialistas calculam que os experimentos dos próximos dez anos conseguirão finalmente isolar partículas da matéria escura e desvendar o maior mistério do universo.
A supersimetria é uma explicação atraente para a matéria escura porque ela postula uma nova família inteira de partículas - uma "superparceira" para cada partícula elementar conhecida. Essa novas partículas são todas mais pesadas que as conhecidas.
Teoria de supersimetria predizem que o neutralino interagirá por meio de uma força maior que a gravitação: a força nuclear fraca.
(Revista SCIENTIFIC AMERICAN - Brasil - ANO 1 - N° 11 - Abril de 2003)
Durante 70 anos, os astrônomos vêm reunindo evidência circunstancial sobre a matéria escura, e quase todo o mundo aceita que ela é real. Mas evidências circunstancial não satisfaz. A busca de partículas de matéria escura está entre os mais difíceis experimentos já tentados na física.
A principal dificuldade não é mais a sensibilidade de detecção, mas a impureza do detector. Todos os materiais na Terra, incluindo o metal com o qual o detector é construído, contêm traços de material radioativo como urânio e tório. O decaimento deste material produz partículas que têm registro muito similar ao que se espera da matéria escura. Para identificarem quaisquer partículas de matéria escura com algum grau de confiabilidade, os pesquisadores precisam reduzir esses sinais de fundo por um milhão de vezes.
A busca de partículas de energia escura é ainda mais intratável, e tem sido posta de lado, pelo menos por enquanto.
(Revista SCIENTIFIC AMERICAN - Brasil - ANO 1 - N° 11 - Abril de 2003)
O Grande Colisor de Hádrons (LHC, em inglês), que está quase concluído — numa área circular entre cidadezinhas do interior, a poucos quilômetros de Genebra, na Suíça—, vai investigar a física nas distâncias mais curtas (menor que um nanometro) e as mais altas energias já testadas. Por mais de uma década os físicos de partículas esperam ansiosamente por uma oportunidade de explorar esses domínios, às vezes chamado de tera-escala, devido à faixa de energia que envolvem: 1 trilhão de elétrons-volts, ou 1 TeV. Espera-se que ocorra uma ampliação significativa das fronteiras da física nessas energias, como a ardilosa partícula Higgs (que se acredita ser a responsável por dotar outras partículas de massa), a partícula que forma a matéria escura, substância que representa a maior parte da matéria do Universo.
O que nos espera no território da tera-escala? Ninguém sabe. Mas...
fenômenos completamente novos certamente estão a ponto de se manifestar.
Os cientistas esperam encontrar partículas idealizadas há muito e que poderiam ampliar nossa compreensão sobre a natureza da matéria.
Descobertas mais estranhas, como os indícios de dimensões adicionais também podem se mostrar.
Os físicos estão planejando uma máquina que pretende substituir e complementar o LHC em uma década, aumentando a precisão dos mapas rudimentares que serão decifrados a partir dos dados do LHC.
No fim dessa “jornada” rumo à tera-escala, e além dela, saberemos pela primeira vez do que somos feitos e como tudo se passa no lugar que habitamos temporariamente.
(Revista SCIENTIFIC AMERICAN - Brasil - ANO 6 - N° 70 - Março de 2008 - páginas 48/49)
Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção. Pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e neste momento houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante e os olhos encherem d'água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente divino: o amor.
Se um dia tiver que pedir perdão um ao outro por algum motivo e em troca receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.
Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida.
Se você conseguir em pensamento sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...
Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite... se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...
Se você tiver a certeza que vai ver a pessoa envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela... se você preferir morrer antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida. É uma dádiva.
Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. Ou às vezes encontram e por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.
É o livre-arbítrio. Por isso preste atenção nos sinais, não deixe que as loucuras do dia a dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor.
(O amor - Carlos Drummond de Andrade)
As vezes todos acham que pessoas como eu não tem sentimentos, pois estão muito enganados, tenho mais sentimentos do que eu mesma posso suprir, as vezes me pego surpresa com minha capacidade de sentir afeto pelo próximo, daria minha vida pela de outra pessoa.
Mais e o amor? Como definir o amor para uma "pessoa como eu"?
A pouco tempo eu amei, amei profundamente, um amor incopetente que só me trouxe ardor no peito, peito esse fuzilado e desesperado que jamais se curou, amor esse que me trouxe felicidade e desespero, que me deixou amargurada por muito tempo, que me segurou nos braços de um fantasma, não do passado, mais sim do presente, amei com o mais puro e profundo sentimento, amei como, literalmente, ninguém ama. Amei com amor ao próximo e não a mim! O que não sei se foi bom, pois quando o amor do outro acabou eu continuei amando, não a mim, mais ao próximo!
Logo eu, que sempre achei que nada passava de amor, aprendi a viver sem meu combustível, minha dose diaria de amor. Aprendi que nem tudo é movido a amor, e que mesmo que sofra, eu ainda teria que passar por essa provação mais vezes e sentir na pele uma coisa diferente, não amor, pois ainda que tenha sofrido e me machucado, eu acredito que amor é um só, mais teria de provar de novo a paixão, bandida a paixão que toma nosso peito como uma droga, ópio, heroina, extase... Paixão que domina todos nós que acaba nos transformando em robôs dominados por um imã ainda maior, e nos atrai, e nos leva a um precipicio de desastres cabulosos... muito maior que todos nós. E lá nos atira como lata velha pronta para ser descartada! E nos descarta!
E tudo acaba no mais vagabundo pó de nossa existencia, e como o ópio, nos joga no fundo do poço!
E é o fim de toda e qualquer felicidade!
Assim como o amor nos apóia em momentos de alegria, ele nos abandona em momentos de tristeza, é um ciclo vicioso, que acaba com a verdade e a esperança que existe dentro de todos nós!





