As vezes todos acham que pessoas como eu não tem sentimentos, pois estão muito enganados, tenho mais sentimentos do que eu mesma posso suprir, as vezes me pego surpresa com minha capacidade de sentir afeto pelo próximo, daria minha vida pela de outra pessoa.
Mais e o amor? Como definir o amor para uma "pessoa como eu"?
A pouco tempo eu amei, amei profundamente, um amor incopetente que só me trouxe ardor no peito, peito esse fuzilado e desesperado que jamais se curou, amor esse que me trouxe felicidade e desespero, que me deixou amargurada por muito tempo, que me segurou nos braços de um fantasma, não do passado, mais sim do presente, amei com o mais puro e profundo sentimento, amei como, literalmente, ninguém ama. Amei com amor ao próximo e não a mim! O que não sei se foi bom, pois quando o amor do outro acabou eu continuei amando, não a mim, mais ao próximo!
Logo eu, que sempre achei que nada passava de amor, aprendi a viver sem meu combustível, minha dose diaria de amor. Aprendi que nem tudo é movido a amor, e que mesmo que sofra, eu ainda teria que passar por essa provação mais vezes e sentir na pele uma coisa diferente, não amor, pois ainda que tenha sofrido e me machucado, eu acredito que amor é um só, mais teria de provar de novo a paixão, bandida a paixão que toma nosso peito como uma droga, ópio, heroina, extase... Paixão que domina todos nós que acaba nos transformando em robôs dominados por um imã ainda maior, e nos atrai, e nos leva a um precipicio de desastres cabulosos... muito maior que todos nós. E lá nos atira como lata velha pronta para ser descartada! E nos descarta!
E tudo acaba no mais vagabundo pó de nossa existencia, e como o ópio, nos joga no fundo do poço!
E é o fim de toda e qualquer felicidade!
Assim como o amor nos apóia em momentos de alegria, ele nos abandona em momentos de tristeza, é um ciclo vicioso, que acaba com a verdade e a esperança que existe dentro de todos nós!
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Sobre...
Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar extático da aurora.
.Vinícius de Moraes.
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar extático da aurora.
.Vinícius de Moraes.
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Meu nome é Mariana de Oliveira Lima, e como muitos eu já sofri por amor, hoje eu esperimento o sorriso, que é melhor que qualquer amor exacerbado!
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